Acredite se quiser, consagrada em 2010 como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela UNESCO, a culinária do Mediterrâneo não tem nada de sofisticação. Muito pelo contrário, sua simplicidade é o motivo maior e qualquer pessoa pode incorporá-la ao seu dia a dia!

Sua diversidade única é resultante da integração de diversas “mini culturas”, com algumas variações pontuais de país para país. Além disso, seu cardápio está em constante mutação, com plena abertura à incorporação de novos itens.

Conheça agora a lógica e as delícias desta gastronomia e deste estilo de vida!

Onde a dieta do Mediterrâneo surgiu e é praticada?

O mar Mediterrâneo está situado ao sul da Europa, norte da África e oeste da Ásia, e banha vários países destes continentes, como por exemplo, Mônaco, Malta, Croácia, Grécia, Turquia, Síria, Israel, Egito, Líbia, Tunísia, Argélia e Marrocos. O conjunto gastronômico de todos os países banhados por essas águas, sejam continentais ou insulares, representa a origem da chamada culinária do Mediterrâneo.

A extensão e abrangência do mar Mediterrâneo fazem dele o maior mar interior continental do mundo, com características bastante próprias, como é o caso da branda temperatura das suas águas que acompanham as variações climáticas do local.

Além de ótimos para a saúdeazeites de oliva extra virgens Também fazem parte da culinária mediterrânea. Clique no banner abaixo e conheça os azeites de oliva extra virgem Verde Louro.

Confira os Azeites Verde Louro

Por que o título de Patrimônio Imaterial da Humanidade?

Como citado anteriormente, a culinária do Mediterrâneo ganhou o título da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura – UNESCO, reconhecendo a dieta mediterrânica presente na Grécia, Itália, Espanha e Marrocos. Já em 2013, Portugal também passou a integrar este rol por unanimidade de votação, junto ao Chipre e à Croácia.

Isto porque, muito além da diversidade de cores e dinamismo de elementos que a constituem, essa culinária se baseia em alimentos crus, cozidos e assados, preservando muitos de seus nutrientes. É extremamente leve e fácil de preparar!

Quais as principais características da culinária do Mediterrâneo?

Sazonalidade

A lógica que rege esta gastronomia é a utilização do que se tem à mão! É por isso que o frescor dos alimentos possui tanta força de expressão e a diferencia das demais. A cada estação do ano, mudam-se os ingredientes.

Preparo

Frituras e os alimentos processados praticamente não existem na culinária do Mediterrâneo. Os legumes e as verduras são muito comumente cozidos no vapor, as hortaliças e frutas consumidas cruas e as carnes são assadas ou grelhadas.

Ingredientes

Azeite de Oliva Extra Virgem

Amplamente utilizado em conservas, temperos, cozimento e finalização de pratos, a qualidade dos azeites de oliva extra virgem  possuem um alto grau de importância nesta cultura. A região do Mediterrâneo também é conhecida pelos excelentes azeites de oliva extra virgem que lá são produzidos com uma enorme variedade de azeitonas. Você conhece os benefícios do azeite de oliva para a saúde? Tema de um dos nossos posts e que justifica a junção do azeite de oliva extra virgem como a comunhão potencial dos valores nutricionais de todos os alimentos que são regados por este alimento sagrado.

Azeite Extra Virgem Arbequina

Clique na imagem acima e adquira já o seu azeite de oliva extra virgem Verde Louro!

Verduras e Legumes

As mais comuns são cebola, alho, tomate, cenoura, leguminosas e pimentões.

Frutas frescas e secas

Há uma preferência pelas cítricas como pêssegos e damascos, e hídricas como o melão.

Carnes

O grande consumo está nos peixes e frutos do mar, ricos em ômega 3. As carnes vermelhas como cordeiro e porco, além das carnes de caça, como lebre, perdiz e coelho, são também consumidas, mas em pequenas quantidades.

Grãos e cereais

Com fatores climáticos favoráveis ao cultivo, o consumo de pães, muitas vezes regados com azeite de oliva, é bastante comum na região. Outros dois itens muito presentes nos pratos são o grão-de-bico e a lentilha.

Laticínios

Consumo diário de leite, queijos e iogurtes.

Oleaginosas

Castanhas, amêndoas e nozes possuem papel expressivo nesta culinária que valoriza suas riquezas nutricionais como a presença da vitamina E, dos minerais e do selênio.

Vinho tinto

A bebida básica dos povos mediterrâneos é a água. No entanto, é um hábito diário o acompanhamento das refeições com uma taça de um bom vinho tinto.

Recriar a culinária do Mediterrâneo em casa é tarefa muito simples e além de representar um padrão de vida saudável e completo, também costuma proporcionar excelentes experiências em pequenos eventos em casa, com familiares e amigos!

E você, o que achou da dica deste post? Compartilhe conosco suas aventuras culinárias!

Publicado originalmente em https://blog.verdelouroazeites.com.br/conheca-os-sabores-incriveis-da-culinaria-do-mediterraneo/

A segurança alimentar é definida pela Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO) como uma ” situação na qual todas as pessoas, em todos os momentos, têm acesso físico, social e econômico a recursos suficientes, seguros e alimentos nutritivos que atendam às suas necessidades dietéticas e preferências alimentares para uma vida ativa e saudável”. 

O conceito teve origem a partir da 2ª Guerra Mundial, em um contexto no qual a Europa estava devastada e sem condições de produtividade alimentar. Entretanto, as definições de segurança alimentar podem variar.

De acordo com documento aprovado na II Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, e incorporado na Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (Losan) (Lei nº 11.346, de 15 de julho de 2006), a segurança alimentar é definida como “a realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde, que respeitem a diversidade cultural e que sejam social, econômica e ambientalmente sustentáveis”.

Uso político do termo

O conceito de segurança alimentar tem usos distintos dependendo do contexto. Segundo um artigo publicado na revista Scielo, em países ricos, o termo é utilizado para impor barreiras às importações e elevar os preços dos alimentos. Já em países pobres, de acordo com a mesma análise, governos populistas utilizam a expressão “segurança alimentar” para tabelar preços e impor perdas a produtores com a finalidade de satisfazer apoiadores políticos.

As quatro dimensões da segurança alimentar

Dentro da definição de segurança alimentar da FAO, é possível interpretar quatro dimensões, dentre estas: disponibilidade, estabilidade, acesso e utilização.

Disponibilidade

A primeira dimensão refere-se à disponibilidade de alimentos suficientes, ou seja, à capacidade geral do sistema agrícola de atender à demanda de alimentos. A disponibilidade de alimentos depende de condições agroclimáticas e de toda a gama de fatores socioeconômicos e culturais que determinam onde e como os agricultores atuam.

Instabilidade

Já a instabilidade se refere à possibilidade de haver risco de perda temporária ou permanente de acesso aos recursos necessários para a alimentação, sejam estes renda insuficiente ou falta de reservas. A gentrificação climática pode ser uma das causas da instabilidade no contexto da segurança alimentar.

Trabalhadores agrícolas sem terra, por exemplo, podem ficar sem salário em casos de variabilidade climática, como em casos de escassez de chuvas; ou quando há aumento do custo de vida em decorrência de mudanças climáticas. A instabilidade também é presente em casos de trabalhadores sem terra precarizados. Aqueles que não contam com seguro contra doença, por exemplo, podem ficar sem salário quando não estão aptos a trabalhar.

Acesso

O acesso diz respeito à distribuição de recursos e direitos para aquisição adequada de alimentos para uma dieta nutritiva. Os alimentos podem estar disponíveis, mas as populações pobres podem não ter acesso a eles, seja por problemas de renda ou devido a outros fatores como conflitos internos, ação de monopólios ou mesmo desvios de dinheiro público. Nesse contexto, os direitos são definidos como o conjunto de mercadorias sobre as quais uma pessoa pode ter, dados os arranjos legais, políticos, econômicos e sociais da comunidade da qual ela é membra.

Portanto, uma chave é o poder de compra dos consumidores e a evolução dos rendimentos reais e preços dos alimentos. No entanto, esses recursos não precisam ser exclusivamente monetários, também podem incluir direitos tradicionais, por exemplo.

Utilização

A utilização abrange todos aspectos de segurança alimentar e qualidade da nutrição; suas subdimensões são, portanto, relacionadas à saúde, incluindo as condições sanitárias em toda a cadeia alimentar. Não é suficiente que alguém esteja recebendo o que parece ser uma quantidade adequada de comida se essa pessoa for incapaz de fazer uso da comida porque está sempre adoecendo, por exemplo.

Agricultura não pode ser apenas produção de commodities

A agricultura não pode ser somente voltada à produção de commodities, ela também deve servir para alimentar e gerar renda compartilhada. E não basta que os produtos sejam vendidos a um preço baixo. Esses preços precisam incluir o pagamento decente a todos envolvidos na produção de alimentos.

Segurança alimentar e as mudanças climáticas

As mudanças climáticas afetam a agricultura e a produção de alimentos de formas complexas. Mudanças nas condições agroecológicas afetam a produção e a distribuição de receitas financeiras e, portanto, a demanda por produtos agrícolas. Mudanças na temperatura e precipitação associadas com as emissões de gases de efeito estufa, por exemplo, afetam a fertilidade do solo e o rendimento das colheitas.

Em áreas mais secas, por exemplo, os modelos climáticos preveem aumento da evapotranspiração e menor umidade do solo. Como resultado, algumas áreas cultiváveis podem se tornar inadequadas para o plantio e algumas pastagens tropicais podem se tornar cada vez mais áridas.

O aumento da temperatura também irá aumentar os tipos de pragas agrícolas e a capacidade dessas pragas sobreviverem ao inverno e atacar as colheitas da primavera. Outra mudança importante para a agricultura é o aumento da concentrações atmosféricas de dióxido de carbono (CO2), que pode ter efeitos positivos e/ou negativos em algumas culturas, aumentando o acúmulo de biomassa e o rendimento final, por exemplo, ou diminuindo a quantidade de nutrientes de determinado cultivo.

A principal preocupação com as mudanças climáticas e a segurança alimentar é que mudanças nas condições climáticas podem iniciar um círculo vicioso onde doenças infecciosas causam ou agravam a fome, que, por sua vez, torna as populações afetadas mais suscetíveis a infecções. O resultado pode ser um declínio substancial na produtividade do trabalho e um aumento da pobreza e até da mortalidade.

Essencialmente, todas formas de manifestações das mudanças climáticas, sejam secas, temperaturas elevadas ou chuvas intensas, influenciam o aparecimento de doenças. E há evidências de que essas mudanças afetam a segurança alimentar. Um relatório do IPCC enfatiza que elevadas temperaturas aumentarão a frequência de intoxicações alimentares, principalmente nas regiões temperadas.

Oceanos mais quentes podem contribuir para aumento de casos de intoxicação humana por moluscos, por exemplo. E também há evidências de que a variabilidade da temperatura afeta a incidência de doenças diarreicas. Uma série de estudos descobriu que o aumento da temperatura está fortemente associado ao aumento de episódios de doença diarreica em adultos e crianças.

Da mesma forma, os impactos das inundações serão sentidos mais fortemente em áreas degradadas ambientalmente e onde faltam infraestruturas públicas básicas, incluindo saneamento e higiene. Isso vai aumentar o número de pessoas expostas a doenças transmitidas pela água (por exemplo, cólera) e, assim, diminuir sua capacidade de usufruir dos alimentos de maneira adequada.

De acordo com dados de 2020, no Brasil, mais da metade dos habitantes vive em estado de insegurança alimentar. 

Alternativas para garantir a segurança alimentar

Diversos estudos sugerem alternativas para lidar com as mudanças climáticas e garantir a segurança alimentar.

Pesquisadores da San Diego State University querem melhorar a rastreabilidade e a comunicação de produtos alimentícios de risco com um novo Sistema de Monitoramento de Segurança Alimentar (FSMS).

Uma tecnologia de Inteligência Artificial chamada text mining analisa comentários e avaliações dos sites e reconhece palavras associadas a doenças transmitidas por alimentos, como “doente”, “vômito”, “febre”, entre outras.

Ao descobrir os produtos sinalizados, os alimentos são recolhidos e uma revisão manual é feita por especialistas em segurança alimentar para verificar o nível de risco de um produto e sugerir uma estratégia de remediação para o fabricante. No caso de uma alergia, por exemplo, os pesquisadores recomendam investigar ingredientes alternativos ou inserir um aviso ao consumidor na embalagem.

No Instituto de Tecnologia da Flórida, pesquisadores também procuram alternativas de Inteligência Artificial e alertam sobre a necessidade dos agricultores aprenderem sobre robótica, ciência da computação e outras ferramentas que podem auxiliar no plantio

A Inteligência Artificial pode colaborar, por exemplo, por meio de sistemas que ajudem a gerenciar melhor as áreas de cultivo de acordo com as necessidades do mercado.

Na Austrália, a busca é por melhorar a fotossíntese. O país desempenha papel fundamental no fornecimento de alimentos para o planeta, mas também pode ser uma das áreas mais afetadas pelas mudanças climáticas do mundo. Nesse contexto, especialistas procuram processos que melhorem a fotossíntese das plantas.https://f46e8b1129dcf2be270b35e086f851f3.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Para isso, criaram o ARC Centre of Excellence for Translational Photosynthesis, uma iniciativa colaborativa que tem o objetivo de melhorar o processo pelo qual as plantas transformam a luz solar e o dióxido de carbono em açúcares. Para isso, buscam, por exemplo, estratégias de manipulação genética para minimizar a limitação de CO2 da fotossíntese.

Apesar da preocupação em otimizar a produção dos alimentos, é válido considerar que reduzir o desperdício de comida também é uma prática que pode melhorar a segurança alimentar.

De acordo com a FAO, 1/3 da comida produzida no mundo é desperdiçada a cada ano. A perda dos alimentos ocorre desde a pós-colheita até o varejo. Produtos frescos que não aparentam com o que é considerado ideal em relação a tamanho e cor são descartados. O mesmo acontece com os alimentos próximos à validade e aqueles que não foram utilizados em cozinhas domésticas e restaurantes.

Esse desperdício, além de contribuir com a insegurança alimentar, afeta a crise climática, pois alimentos não consumidos e restos orgânicos em decomposição liberam gases de efeito estufa, correspondendo a 8% das emissões globais.

Por isso, otimizar os processos de distribuição e investir na redução do desperdício também pode contribuir significativamente para a segurança alimentar e, ainda, ajudar a mitigar as mudanças climáticas.


Fontes: Conceituando e medindo segurança alimentar e nutricional, FAO (1, 2), Global food security under climate change, Risk Analysis, Seed World e TechXplore

Publicado originalmente em https://www.ecycle.com.br/8545-seguranca-alimentar.html

O Dia Mundial do Veganismo foi criado em 1994 por Louise Wallis, então presidente da Vegan Society da Inglaterra, a instituição vegana mais antiga do mundo, a que cunhou inclusive o termo “vegano”. Louise estabeleceu que em todo dia 1º de novembro seria comemorado o Dia Mundial Vegano, justamente no aniversário de 50 anos da Vegan Society, criada em 1944.

Mas o que é o veganismo e quem são os veganos? Para começo de conversa, o veganismo não é apenas uma dieta, e sim o conjunto de ações em todos os aspectos da vida que demonstra recusa ao sofrimento dos animais.

Para a nutricionista e chef vegana Thina Izidoro, “o veganismo é um sistema que resume uma postura diante da vida”. O vegano não usa nada que venha do mundo animal, como couro ou cosméticos que envolveram, em sua elaboração, experiências com animais.

Sobre a alimentação, no veganismo não entra nenhum produto de origem animal. Nem mel de abelha nem ovos, por exemplo. Ainda assim, quem adota o veganismo pode ter uma alimentação bastante variada.

Para a autora do livro “Cozinha da Thina, a chef que levou o vegetarianismo puro à gastronomia” (Ed. Senac), o veganismo é a “alimentação do futuro” porque não só protege o meio ambiente como a saúde.

Chef Thina Izidoro

“Quando a gente pensa no sistema digestivo, ao comer produtos de origem animal, sobretudo as carnes, há um sistema de decomposição no nosso organismo, em que os resíduos entram num estado de putrefação, durante o qual são produzidos bacilos que vão intoxicando todo o sangue. Já está comprovado que vários tipos de doença, inclusive câncer, estão ligadas a esse excesso de bacilos de putrefação”, explica Thina.

Com os vegetais o processo é bem diferente: a decomposição ocorre pela fermentação, e essa fermentação produz bactérias positivas para o nosso organismo. “Se formos pensar nessa questão biológica, na produção de sangue de qualidade, não há a menor dúvida que a alimentação à base de vegetais, isenta de todos os produtos de origem animal, é a opção mais adequada para o ser humano”, completa a chef do Vegan Vegan, que realiza palestras e cursos regularmente ensinando a parte teórica e prática da cozinha vegana.

Foto: Sergio Pagano | Arte: Alexandre Santos

Publicado originalmente em https://veganvegan.com.br/dia-mundial-do-veganismo-o-que-significa/

Passo a passo dessa maravilhosa receita

Modo de preparo

  1. Preaqueça o forno a 200 ºC (temperatura média).
  2. Lave e seque as berinjelas.
  3. Descarte o cabo e corte as berinjelas ao meio, no sentido d/o comprimento.
  4. Transfira as berinjelas para uma assadeira grande.
  5. Tempere com sal e pimenta, regue com um fio de azeite.
  6. Espalhe as na assadeira, deixando espaço entre cada uma.
  7. Leve ao forno para assar por cerca de 30 minutos, até dourar.
  8. Finalize com 2 colheres (sopa) de TAHINE BABA SOL, romã e salsinha picada.

Ingredientes

  • 3 Berinjelas
  • Azeite à gosto
  • Sal e pimenta-do-reino moída à gosto
  • Tahine Baba Sol

Assinado por: @nicolesarfaty

Experimente também:

Newsletter

Receba ofertas especiais, novos produtos e inspirações de receitas
linkedin facebook pinterest youtube rss twitter instagram facebook-blank rss-blank linkedin-blank pinterest youtube twitter instagram